Estava lendo o blog do Zen Habits quando me deparei com uma postagem que me soa perfeita, simplesmente faz todo o sentido. Digo que é perfeita, por que cada vez mais vejo o quanto as pessoas sofrem ou fazem alguém sofrer por achar que “o seu jeito de ver a vida ou de fazer algo é o certo”.
Dei uma adaptada na tradução e inclui uns insights meus e ficou mais ou menos assim:
Uma coisa que eu tenho observado em mim ao longo dos últimos meses, e vejo outras pessoas fazendo o tempo todo, é pensar que meu jeito é o jeito certo para fazer e ver as coisas.
E eu aposto que você também faz isso, mesmo que as vezes não se dê por conta.
Todos nós fazemos isso – se não estamos preocupados que o que estamos fazendo é errado, então temos a certeza de que o nosso jeito é o certo. Pode parecer estranho, mas eu acho que nós fazemos isso o tempo todo.
Aqui estão, alguns insights de porque eu pensei que meu jeito era o melhor recentemente:
– Julgo as pessoas que postam coisas que EU acho bobas nas redes sociais
– Julgo as pessoas que não comem tão saudável como eu. Especialmente aqueles que comem fast food.
– Olho para as pessoas que carregam muita bagagem quando viajam, e acho que eles não viajam tanto quanto eu com apenas uma pequena mochila.
– Julgo as pessoas que não se exercitam, e acho que a minha forma de exercício é a maneira certa de se fazer.
– Me sinto superior a pessoas que não leem (mesmo que as vezes eu tenha preguiça de fazer isso).
– Zombo de pessoas que assistem filmes populares, ouvem canções pop, assistem TV demais (embora eu tenha feito tudo isso e secretamente ainda faça).
– Julgo os descolados, os gamers, os racistas, pessoas que têm anúncios em seus sites, as pessoas que dirigem caminhões grandes, as pessoas que estão no Facebook ou Instagram demais, colecionadores, pessoas que não são organizados, as pessoas que não têm as suas finanças em dia, as pessoas que comem muita carne e julgo, julgo e julgo…
Em outras palavras, eu julgo todos, de alguma forma ou de outra, por serem e pensarem, diferente de mim. E assim, ao que parece, como todo o resto. Quando alguém não faz alguma coisa como você faria, você os julga. O seu jeito é o certo. Ou o meu é.
Esta é, naturalmente, apenas a nossa reação natural a outras pessoas que são diferentes de nós. Quando paramos para pensar sobre isso, o nosso jeito não pode ser a única maneira certa de se fazer algo. Outras pessoas só têm preferências diferentes da nossa, e o mundo seria muito chato se todos fossem iguais, se ninguém fizesse as coisas de forma diferente. O que seria do azul de todos gostassem do verde, não é mesmo?
Queremos diversidade. Queremos ideias diferentes. Queremos um choque de culturas e ideias. Queremos ser expostos a um fluxo constante de alteridade.
E assim, desafio você a prestar atenção quando você está pensando que o seu jeito é melhor do que outra pessoa. Observe isso, questione, e veja se você pode ser curioso sobre como uma outra pessoa pode ver de uma maneira totalmente diferente da sua. Como pode o jeito de outra pessoa ser tão bom quanto o seu? Como podemos deixar os julgamentos de lado e abraçar curiosidade?
Ah, por um mundo com menos julgamento e mais mente aberta. Como aquela frase que dizem que é de Einstein e eu não vou julgar se é ou não “uma mente aberta jamais volta a seu tamanho original”.
Que tal expandir a sua um pouquinho hoje?
